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Nesta 2ª feira, 25/4, iniciei o curso de oratória no Senac – que considero obrigatório para quem atua em comunicação. Na realidade, optei por primeiro me inscrever nesse como parte de um projeto maior de mídia training que pretendo me especializar.
Acho fascinante a área da comunicação e quão importante ela é na sociedade. Assim, saber se expressar, saber argumentar e falar corretamente com o grande público é essencial. E, como jornalista, eu acho que vale a pena o desafio da oratória, seja para um aprimoramento pessoal/profissional, seja para melhor conhecer as pessoas.
Grande abraço a todos.

Febre Solitaria

O que há para se falar de um resfriado fora de época? Quem, em sã consciência, iria ater-se a um chilique desses, se a temporada de verão anima as pessoas que só se dispõem a se sentirem felizes, ao ponto de ninguém se dar conta das sombras que as luzes provocam. Ainda, não há como culpar essas pessoas de estarem assim felizes e, portanto, alheias às coisas ruins ao seu redor, pois o calor é uma conscientização de todos e de decisão unânime que todos devem se sentir bem nas épocas quentes. A constatação disso está em cada olhar e cada ação concretizada pelo suor que mesmo os desavisados não se importam em sentir.

Mas então surge um resfriado inesperado. Vindo de não sei aonde vem para perturbar. Parece sim ser uma entidade que se apossa de cada músculo, de cada célula de nós e nos faz perceber um mundo paralelo ao afã generalizado; ela trás consigo horrores que poucos ousam mencionar, daí o pouco interesse dos outros pois estão vivenciando outras sãs vivências e não há tempo para isso.

Entretanto, existe um mau maior entre os espirros e a face cabisbaixa do enfermo no meio do verão. Uma febre surge, que é mascarada de febre de si mesma para esconder a entidade, para evoca por entre os tremores de calafrio do sujeito, que certamente sofre em meio à profusão do calor, uma mensagem secreta e a muito esquecida pela humanidade. Essa entidade é a que se denomina Febre Solitária. que estranhem vem acompanhada pelos sintomas típicos de resfriado, mas que detém em si um elo perdido do nosso inconsciente.

Para uns ela se manifesta em forma de devaneios, que de tão fortes acabam chamando a atenção dos mais chegados e causa preocupações. Para outros, e digo que talvez seja uma das piores, ela abraça o sujeito de momento em momento entre lucidez e devaneio do enfermo e, sabe-se lá por consciência ou inconsciência deste, ela passa a conversar com ele, passa a sussurrar na sua mente coisas que nunca havia pensado ou vivido, pois este desconhece que sua própria existência é tudo aquilo que os outros viveram e que o tempo foi apagando pouco a pouco para hoje se acreditarmos que cada pessoa é diferente de outra, e que isso enfim não teria nada a haver.

Mas a presença dessa entidade, a Febre Solitária, traz consigo um forte desejo de restaurar nas pessoas um elo a muito esquecido e o coitado do sujeito se afunda mais e mais em suas memórias, que são na verdade emprestadas dela. Tanto influencia que, num momento de lucidez, a origem da Febre se revela por metáforas e, de um estalo do ouvido após um espirro que vem da alma, histórias saem das sombras para a claridade da mente, nessa mente que por ser solitária dentro da pessoa não consegue se conectar com outras tantas mentes que passam por situação caótica semelhante. O desabafo da Febre acontece para chamar a atenção para o fato, que por definição é real, e desejo de expor outras realidades a todos.

Poucos, entretanto, sabem que a Febre surgiu ainda nos tempos célticos. Época que momentos depois o cristianismo de pronto tratou de extirpar qualquer noção de sua existência; e, com certa razão essa ação foi até admissível muito por causa dos excessos de devaneios e fugas da realidade que afligiam aqueles povos nos momentos infelizes doença. Pois, nessa época existia um reino típico de verões vindouros quando, quem sabe por até motivos sheiksperianos, dois jovens da mesma família real trataram de se enamorar e se enaltecerem por uma união impossível ao contraírem a dita virose, então desconhecida por todos. Foi um acontecimento totalmente inconcebível mesmo para esses povos antigos que detinham certas liberdades entre si e, que nesse caso, a coisa passara dos limites e, lógico, ninguém queria que a notícia se espalhasse pelo reino, rumores que só iriam denegrir família. Surgiu daí a necessidade de afastar dos outros os dois enfermos muito para coibir práticas indesejáveis entre os demais.

Mas, o que poucos perceberam é que a Febre trazia momentos de lucidez, de possibilidade de liberdade que aflorava no enfermo um espírito de aventura. Mesmo naquela época, as amarras da sociedade impediam o sujeito de arriscar-se por outros mundos, de sentir novas sensações e ousar lembrar-se de antigos sonhos de explorar terras desconhecidas. A realidade trazia o medo de se aventurar para além dos portões dos castelos – ela mostrava só uma floresta densa, escura e intransponível. A realidade deixava cativa nas pessoas aquilo que a Entidade buscava libertar. No entanto, a Febre influenciava por pouco tempo o enfermo e sua intenção ficava limitada, pois a consciência é maior e mais presente na vida de qualquer um. Assim, as pessoas ao notarem a presença da Febre, do seu efeito indesejável e, ao afastar a pessoa dos outros, silenciava assim a sua presença e, consequentemente, não teve jeito mesmo: a Febre foi relegada a possíveis espasmos decorrentes de um simples resfriado que pode tomar o enfermo de possíveis devaneios causados pelo excessivo aumento da temperatura corporal.

Enfim, o que se percebeu conscientemente, e à medida que a Febre perdia seus efeitos, é que os pequenos chiliques eram passageiros, de pouca importância, e dentro de dois ou três dias tudo desaparecia e o calor do sol retornava para alegrar a todos.

Super recomendo o site desta talendosa designer. As fotografias conceituais delas são inspiradoras.

Daniela Romanesi : : Designer

Impressiona como a rede Record é capaz de veicular conteúdo sensacionalista e tendencioso, como aconteceu neste domingo (10), no programa televisivo Domingo Espetacular. Nele, o repórter Vinícius Dônola, correspondente da rede em Nova Iorque, teve a pretensão de revelar o mistério que envolve Lizzie, uma jovem norte americana que não consegue engordar. Segundo a reportagem, ela nasceu prematura de quatro meses e sobrevive, nos seus 21 anos, com uma doença que faz com que o corpo dela não consiga reter gordura.

Milagre ou não da natureza, a reportagem não buscou se aprofundar pelo viés científico do caso, uma vez que não foram ouvidos médicos envolvidos com a jovem, que certamente acompanham a vida dela e sua doença, ou de cientistas que deveriam ter interesse no caso. Ao invés, levantaram-se dúvidas sobre a condição rara enfrentada pela moça, quer seja em relação aos irmãos mais novos por saudáveis ou por ela ter quase morrido dois anos antes por anemia grave, mesmo sendo uma “boa de garfo” como disse a família.

Assim, a reportagem explora a condição miraculosa da vida de Lizzie, desenganada pelos médicos desde o nascimento. Conforme a família relatou, os médicos disseram que, por ela ter nascido tão prematura, não sobreviveria e sobreviveu, disseram que ela não conseguiria andar e, hoje, mesmo com dificuldade, consegue caminhar, disseram que ela não poderia falar e, hoje, ela é dá palestras sobre motivação.

A Record costuma fomentar as dificuldades de pessoas famosas e personalidades públicas, algumas citadas na reportagem, enfrentam nas suas vidas e tira daí a autenticidade de muita coisa que reportam. Na história da jovem Lizzie, pela dificuldade dela de engordar, foi explorado o inverso – a dificuldade que certas pessoas tem em emagrecer, principalmente nos Estados Unidos onde milhares de pessoas que tem problemas de saúde devido à obesidade e dificuldade de manterem o corpo em forma.

O que se explora neste tipo de reportagem é o apelo da anticiência, um assunto que divide a opinião de pensadores e cientistas do mundo por generalizar assuntos que deveriam ser tratados com profundidade, de caráter científico. Na reportagem, tentou-se buscar na deficiência de Lizzie a solução para problemas gerais do mundo ao mostrar apenas parca especulação médica e não estudos científicos que constatassem na jovem alguma possibilidade da cura para a obesidade.

A reportagem termina deixando no ar o ato miraculoso e misterioso da jovem, por estar viva, de levar consigo como a um legado, essa “chave” para a cura da obesidade. Seria esse o “mistério” anunciado pela emissora quando na chamada do programa?

por Marcelo Martins

No sábado (9) a Aliança Francesa promoveu a “Rua da França”, evento aberto a população, para mostrar um pouco da gastronomia típica francesa e vinhos para a degustação. Na oportunidade, a Aliança inaugurou sua atuação nas comemorações do Ano da França no Brasil.

"Les Souffleurs" - grupo francês de teatro

"Les Souffleurs" - grupo francês de teatro assopra poesia para os curitibanos.

A festividade contou com a performance do artista plástico francês Thomas Henriot que retratou durante toda a tarde várias paisagens curitibanas, além da presença da companhia francesa de teatro “Les Souffleurs” que levou à “Rua” uma curiosa interatividade na performance “Comando Poétique” ao assoprar poesias no ouvido de quem passava por lá.

Confira álbum de fotos no Flickr.

A programação do “Ano da França no Brasil” e extensa e vai até o mês de novembro deste ano. Confira a programação no site da Aliança Francesa.

Após perda de 13% no faturamento publicitário em dezembro, circulação cai 2,2% em janeiro

Por: Alexandre Zaghi Lemos
04/03/2009 – 11:43

O jornal é o meio que mais sofre com os reflexos da crise econômica internacional no mercado brasileiro. Além da queda de faturamento publicitário, que em dezembro foi de 13% na comparação com o mesmo mês de 2007 segundo o Projeto Inter-Meios, a circulação de muitos títulos também tem caído.

A comparação entre os números de janeiro de 2008 e de 2009 revela queda média de 2,2%, segundo os relatórios do Instituto Verificador de Circulação (IVC), levando-se em consideração os 86 títulos que aparecem em ambos.

Entretanto, para alguns deles as perdas foram bem maiores, como Extra (-19,2%), O Estado de S. Paulo (-15,4%), Aqui MG (10,7%), O Dia (-9,8%), Jornal da Tarde (-9,7%), Tribuna do Paraná (-9,1%) e O Globo (-9%). Por outro lado, apesar da crise, conseguiram crescer consideravelmente os jornais Agora São Paulo (10,2%), Expresso da Informação (28,7%) e Daqui (50,9%).

FONTE

http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/conteudo_maiusculo/?Jornal__o_meio_que_mais_sofre_com_a_crise

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